Sociedade, Pandemia e Crise

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência… Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um”. Texto de autoria do físico e matemático alemão Albert Einstein, criador da Teoria da Relatividade.

É verdade que nos últimos 200 anos, especialmente a partir da Revolução Industrial (1760-1840), a passada do homem na Terra se tornou mais rápida, progressista e destrutiva. Há 2.000 anos  a população mundial era estimada em 300 milhões de habitantes. Nos idos de 1800 chegamos a um 1 bilhão de pessoas. Em 1974 já tínhamos 4 bilhões. Hoje somos 7 bilhões de pessoas na Terra. Historicamente, períodos de grande prosperidade da humanidade foram intercalados por crises geradas por desastres naturais, potencializados nas últimas décadas pela poluição do meio-ambiente, ou pelos três males intrínsecos aos seres humanos: A Guerra, a Fome e a Peste, além das crises econômicas que hora são a causa, hora o efeito e por vezes também, parte do problema.

Na 2a Guerra Mundial morreram 85 milhões de pessoas, sendo 50 milhões de civis. Acredita-se também que nos últimos 2 séculos mais de 200 milhões de pessoas tenham morrido de fome no mundo. Só no programa chinês: ”Grande Salto Adiante”(1958-1962), 30 milhões de pessoas morreram de fome. Mas as epidemias são mesmo as maiores inimigas do homem desde sempre. A varíola matou mais de 300 milhões de pessoas ao longo de 3 mil anos, mas foi erradicada do Planeta em 1980. A gripe espanhola tirou a vida de cerca de 20 milhões de pessoas no início do século XX. E a mais letal e longeva das pestes foi a tuberculose que surgiu na África há 70 mil anos. Acredita-se que 1 bilhão de pessoas já tenham morrido ao longo da história. Só cessou em 1882 quando foi identificado o bacilo de Kock.

Mas os últimos 2 séculos também foram marcados por um período de grande prosperidade intelectual, científica, tecnológica e social para a espécie humana, ainda que inadvertidamente os efeitos do progresso impactaram ora a favor e ora contra contra o homem e o seu habitat natural. Inventamos os aviões, os automóveis, o chip, depois os trens de alta velocidade e os foguetes espaciais. A medicina preventiva, a robótica, a inteligência artificial, os sistemas de informação, as redes sociais e a engenharia deram saltos qualitativos impressionantes nas últimas décadas mas, no mesmo período, vieram os tanques de guerra, as armas químicas, os combates aéreos, a bomba atômica, o trânsito caótico das cidades, a poluição ambiental, a extinção de espécies as fake news, e o aquecimento global. 

 

A tecnologia agrícola empregada nas últimas décadas abastece  os 4 cantos do mundo. Não existem mais países sem acesso aos alimentos. Num futuro próximo teremos biscoitos que valerão por uma refeição. Já eliminamos uma boa parte de doenças que nos flagelaram durante séculos. A sobrevida para doenças como câncer, hepatite C e AIDS é infinitamente mais generosa que há 20 ou 30 anos. Os sistemas de vacinação são eficazes numa boa parte dos países. As taxas de mortalidade infantil despencaram em todo o mundo. Claro que ainda existem conflitos isolados mas, há muito tempo que não temos guerras de proporções continentais ou globais. A 3ª Guerra Mundial, tão propagada durante a Guerra Fria, hoje só tem sentido para os roteiristas de “Os Vingadores”. 

 

O prof. Yuval Noah Harari da Universidade Hebraica de Jerusalém, autor de “Sapiens”, faz um alerta sobre o atual  momento: “A humanidade está enfrentando uma crise global. Talvez a maior crise da nossa geração. As decisões das próximas semanas provavelmente vão moldar o mundo. Vão moldar não só nossos sistemas de saúde, mas nossas economias, políticas e culturas. Devemos agir ágil e decisivamente. Também devemos considerar as consequências de longo prazo das nossas ações. Ao escolher entre alternativas, devemos nos perguntar não apenas como superar a ameaça imediata, mas também que tipo de mundo habitaremos quando a tempestade passar. Sim, a tempestade passará, a humanidade sobreviverá, a maioria de nós ainda estará viva — mas habitaremos um mundo diferente”.

@Valdir Jose Lanza

@Valdir Jose Lanza

Fundador da Êxodo Propaganda
Publicitário / Maketeiro com mais de 25 anos de atuação no mercado.

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